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Empoderamento feminino: diversidade marca cargos estratégicos na TCB

Inaugurada em 8 de maio de 1961, a TCB amplia a presença feminina na presidência, na diretoria técnica e no conselho fiscal.

Quando chegou à Sociedade de Transportes Coletivos de Brasília (TCB), em 2019, Maria Cecília Martins encontrou um cenário comum no setor: nas reuniões de gestão, era a única mulher. “Quando entrei, ainda como assessora jurídica, a diretoria e o conselho de administração eram compostos exclusivamente por homens”, lembra.

A TCB, fundada em 8 de maio de 1961, já tinha tradição de inovação: nos anos 1970, foi considerada modelo nacional e pioneira na implementação do câmbio automático em seus veículos. Essa tradição de pioneirismo também passou a se refletir na ampliação da liderança feminina ao longo dos anos.

Na TCB, Maria Cecília passou por diferentes funções, de gerente de projetos especiais a chefe de gabinete, até assumir a presidência, em maio de 2025. “Ter recebido a confiança do Governador para dirigir uma empresa de um setor historicamente masculino revela uma visão contemporânea de gestão pública, baseada em mérito e credibilidade”, reconhece.

Segundo ela, essa mudança também está presente no cotidiano da empresa. Hoje, dois dos três principais cargos da alta direção são ocupados por mulheres — a diretora-presidente e a diretora técnica.

Na TCB, Maria Cecília passou por diferentes funções, de gerente de projetos especiais a chefe de gabinete, até assumir a presidência, em maio de 2025 | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília

“Pela primeira vez, todos os contratos da empresa são assinados por mulheres. Foi o chefe do jurídico quem chamou minha atenção para esse fato, e foi um momento de orgulho. A TCB se tornou um espaço em que as mulheres ocupam posições de liderança com naturalidade e competência”, comemora Maria Cecília Martins.

A diretoria técnica, ocupada por Lilian Carolina Borges, também desempenha papel estratégico na condução da empresa. “A presença feminina em uma área historicamente masculina reafirma que a gestão técnica se sustenta na competência e no preparo”, ressalta.

Outro destaque é o Conselho Fiscal formado totalmente por mulheres. O colegiado é responsável por acompanhar e fiscalizar a gestão econômico-financeira da empresa. “É a abertura de um caminho concreto para que outras mulheres ocupem espaços de decisão e controle, sempre com base em competência técnica e independência”, destaca a conselheira-presidente Ivanise Machado.

Mulheres no volante

A presença feminina na empresa vai além dos gabinetes. No transporte escolar supervisionado pela TCB, há equipes com motoristas, monitoras e gestoras formadas exclusivamente por mulheres, graças ao projeto Mulheres no Volante.

“Decidimos valorizar as profissionais e mostrar que as mulheres têm plena capacidade técnica e emocional para atuar no transporte. Ver mulheres na presidência e na diretoria é inspirador — mostra que podemos estar tanto na operação quanto na gestão”, explica a gerente administrativa, Mozzana Araújo.

Para a diretora-presidente, a experiência da TCB mostra que mulheres podem ocupar espaços estratégicos com firmeza, sensibilidade e alegria. “Para as mulheres fora da empresa, a mensagem é de encorajamento. Ocupação de espaços estratégicos exige preparo, constância e coragem, mas não precisa significar isolamento ou endurecimento”, finaliza Maria Cecília Martins.

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