• Home
  • Notícias
  • Pesquisa apoiada pela FAPDF desenvolve aplicativo para orientar alimentação segura de pessoas idosas

Pesquisa apoiada pela FAPDF desenvolve aplicativo para orientar alimentação segura de pessoas idosas

Projeto da Universidade de Brasília une fonoaudiologia, tecnologia e pesquisa para avaliar deglutição, cognição e independência funcional no envelhecimento.

Comer, engolir e se comunicar são ações presentes na rotina, mas podem se tornar mais desafiadoras com o envelhecimento ou após eventos como o acidente vascular encefálico (AVE). Alterações nessas funções podem afetar a saúde, a interação social e a independência da pessoa idosa.

Para compreender melhor esse cenário, a Universidade de Brasília (UnB) desenvolve a pesquisa Comunicação, Cognição, Deglutição, Alimentação, Independência Funcional e Perfil Molecular de Idosos, com fomento da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF). O projeto foi contemplado pelo edital FAPDF Learning, com investimento de R$ 500 mil.

A iniciativa é coordenada por Cristina Lemos Barbosa, professora adjunta do curso de fonoaudiologia da Universidade de Brasília (UnB/FCE), com atuação nas áreas de disfagia, voz e qualidade de vida. Mestre em fisiopatologia experimental e doutora em ciências, também é membro da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia (SBFa) e da Dysphagia Research Society (DRS).

O estudo avalia funções relacionadas à comunicação, à cognição, à alimentação e à deglutição (termo usado para se referir ao ato de engolir). Quando há dificuldade nesse processo, chamada de disfagia, a pessoa pode apresentar riscos como desnutrição, desidratação e pneumonias aspirativas.

“A alimentação segura é um dos pilares da saúde e da qualidade de vida. Dificuldades para mastigar ou engolir aumentam o risco de desnutrição, desidratação, pneumonias aspirativas e hospitalizações”, explica Cristina. Segundo a coordenadora, esses problemas podem afetar especialmente idosos mais frágeis e vulneráveis, mas muitas vezes passam despercebidos.

Na prática, a pesquisa realiza avaliações clínicas padronizadas da cognição, independência funcional, força muscular, tosse, força de língua e segurança e eficiência da deglutição. O projeto também analisa marcadores moleculares em pacientes nas primeiras 72 horas após o AVE, com o objetivo de compreender como fatores biológicos podem influenciar a recuperação e a reabilitação.

O estudo avalia funções relacionadas à comunicação, à cognição, à alimentação e à deglutição | Foto: Divulgação/FAPDF

Um dos principais resultados esperados é o desenvolvimento de um aplicativo em formato de jogo educativo, conhecido como Serious Game. A ferramenta será voltada à orientação de pessoas idosas, familiares e cuidadores sobre alimentação segura e eficiente.

De acordo com Cristina, a ideia surgiu da necessidade de ampliar o acesso a informações confiáveis e baseadas em evidências. “Muitas complicações relacionadas à deglutição poderiam ser prevenidas com informação adequada. O formato de jogo educativo torna o aprendizado mais interativo, favorecendo o engajamento de idosos, familiares e cuidadores”, afirma.

O aplicativo será desenvolvido a partir dos dados obtidos nas primeiras etapas da pesquisa, que avaliam adultos e idosos após acidente vascular encefálico (AVE), além de pessoas idosas em situação de vulnerabilidade acompanhadas por serviço de gerontologia. A proposta é que a ferramenta considere as capacidades cognitivas, funcionais e físicas dos usuários, com linguagem clara, acessibilidade e facilidade de uso.

A identificação precoce de dificuldades relacionadas à alimentação, deglutição ou cognição pode ajudar a reconhecer fatores de risco antes que ocorram complicações mais graves. Com isso, o projeto busca contribuir para intervenções mais oportunas, melhor planejamento do cuidado e preservação da independência funcional.

Segundo a coordenadora, o apoio da FAPDF foi fundamental para viabilizar uma pesquisa interdisciplinar que integra assistência, ciência e inovação. Além de apoiar o desenvolvimento da tecnologia, o projeto contribui para a formação de estudantes de iniciação científica, mestrado, doutorado e pós-doutorado, fortalecendo a produção científica no Distrito Federal.

*Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)

Notícias relacionadas

Candangão Junino 2026 segue até domingo (28) em Santa Maria com entrada gratuita

Nem o frio desanimou a torcida. A primeira noite foi marcada por muita animação e grandes apresentações. Neste…

PorByAnderson Moraes jun 28, 2026

Encontro de mães atípicas fortalece diálogo e acolhimento às famílias no DF

Iniciativa da Ceiis reúne mães, especialistas e representantes do GDF para ampliar a escuta e fortalecer políticas públicas…

PorByAnderson Moraes jun 26, 2026